Dois organismos independentes das Nações Unidas condenaram os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, bem como as retaliações de Teerã, afirmando que violam a Carta da ONU. A avaliação foi divulgada em Genebra nesta quarta-feira, com o objetivo de apurar violações de direitos humanos no país.
A Missão Independente de Verificação de Fatos sobre o Irã afirmou que as ações militares, seguidas pelas respostas iranianas ao redor da região, contrariam a Carta da ONU. O texto destaca que o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado é proibido pelo documento.
Além disso, a reportagem expressou forte choque com o ataque que atingiu a escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, no sábado, primeiro dia dos ataques norte-americanos e israelenses. A maioria das vítimas seriam alunas entre sete e 12 anos, segundo o levantamento.
Um painel distinto de especialistas das Nações Unidas indicou, no mesmo dia, que mais de 160 crianças teriam morrido em desfechos ligados ao conflito, conforme relatos citados pela agência. A avaliação ressalta a vulnerabilidade de menores diante do cenário de combate.
O relatório de investigação reforça que a população iraniana fica entre uma campanha militar de grande escala, que pode se prolongar por semanas, e um histórico reiterado de abusos de direitos humanos pelo governo de Teerã. A leitura aponta que dezenas de milhares foram detidos e podem enfrentar tortura ou a pena de morte desde o início de uma repressão às protestas em 28 de dezembro de 2025.
Ao verificar a situação dos detidos, o documento alerta que prisioneiros, atualmente custodiados, poderiam ficar expostos a ataques em caso de novas ações aéreas. Também traz relatos de danos à ala de uma prisão onde cidadãos britânicos estão detidos, em meio ao aprofundamento do conflito.
O relatório ressalta ainda que a morte de dezenas de oficiais iranianos — entre eles o aiatolá Ali Khamenei em menção a lideranças — durante ataques coordenados não configura, segundo o direito internacional, uma forma aceitável de vingança ou justiça. Informações completas seguem sob análise de comissões da ONU.
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