O Shahed 136, drone fabricado pelo Irã, ganha destaque estratégico na guerra ao ser usado por forças russas. A produção em escala, com custo baixo, facilita o emprego de aeronaves bombas frente a mísseis interceptores mais onerosos. A informação circula em análises de defesa e em relatórios de monitoramento de conflitos.
Segundo pesquisadores, o Shahed 136 é a peça central de uma família de drones kamikaze. Seu preço unitário fica em torno de 30 mil euros, muito abaixo do custo de mísseis usados para interceptação. A combinação de produção em massa e preço baixo compõe a vantagem competitiva do Irã.
Custo, uso e alcance
Em menos de uma semana de escalada na região, Teerã teria lançado mais de mil drones contra Israel e países árabes com ativos militares dos EUA. Emiratos Árabes Unidos, Kuwait e Israel aparecem entre os alvos com maior frequência. Baréin, Qatar e Jordânia também foram atingidos, com alguns ataques registrados em áreas urbanas.
A maior parte dos ataques foi neutralizada por defesas aéreas, embora alguns drones tenham alcançado centros urbanos. Entre os casos relatados, houve impactos na Embajada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, e em outras instalações estratégicas. Autores apontam que aeronaves operam em altitudes e trajetórias desiguais, dificultando a interceptação.
Cenário de defesa e implicações
Especialistas destacam que a defesa contra drones baratos exige estratégias de menor custo. A ideia é combinar radares, interceptores econômicos, guerra eletrônica e infraestrutura resiliente para absorver ataques maciços. Analistas do CSIS ressaltam que manter defesa apenas com ativos premium não é sustentável a longo prazo.
França anunciou envio de sistemas de defesa para enfrentar esse tipo de ameaça, incluindo atuação contra mísseis, para apoiar a defesa de áreas estratégicas. Observa-se, ainda, que a transferência de tecnologia e artilharia de defesa vem sendo apropriada por nações com interesse em conter o avanço de ataques aéreos de baixo custo.
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