O governo brasileiro não crê em desfecho célere para a guerra entre Estados Unidos e Irã. A avaliação foi apresentada pela equipe do presidente Lula, após o ataque conjunto ocorrido no fim de semana.
Segundo militares e diplomatas, o Irã recebeu ação militar com apoio de Israel. Desde então, o regime teocrático informou a morte do líder supremo e destacou baixas significativas, embora o impasse permaneça.
O temor em Brasília é de que o conflito eleve a radicalização no Irã e altere o equilíbrio regional. O Irã tem cerca de 95 milhões de habitantes e conta com 610 mil militares ativos, além de 350 mil reservistas. A Guarda Revolucionária concentra poder político e econômico.
A relação do Irã com a China, que mantém acordo de cooperação de mais de 20 anos, é citada como fator de continuidade estratégica ao país mesmo em meio ao conflito.
Há ainda a menção de que a Casa Branca indicou que nomes para liderar o Irã teriam sido mortos, segundo declarações divulgadas pelo governo dos EUA. Essas informações elevam a preocupação sobre a fase seguinte do embate.
Contexto regional
Analistas destacam que a instabilidade pode impactar vizinhos e mercados, com possível repercussão em energia e comércio.
Perspectivas para o Brasil
Especialistas apontam que a agenda diplomática brasileira tende a privilegiar neutralidade, orientação a fontes confiáveis e busca de diálogo internacional.
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