Nepal realiza nesta quinta-feira eleições gerais que moldarão o novo parlamento após uma onda de protestos liderados pela juventude e a renúncia do então primeiro-ministro, em meio a crises políticas, econômicas e casos de corrupção. O pleito ocorre no país entre China e Índia.
Ao todo, 19 milhões de eleitores podem votar para 275 deputados, em um sistema misto: 165 vagas por voto distrital e 110 por representação proporcional. A votação começou às 7h locais e segue até as 17h, com apuração dizem as autoridades.
A crise começou no ano passado, após manifestações de jovens que pediam combate à corrupção e melhorias no mercado de trabalho, que resultaram na renúncia do premier K P Sharma Oli. O cenário político permanece instável há décadas no país.
Protagonistas e cenários
Entre os candidatos, o Partido Rastriya Swatantra (RSP), criado recentemente, surge como favorito com o rapper Balendra Shah disputando a vaga de premiê. Shah atrai grandes multidões entre jovens conectados on-line e nas ruas.
O UML, do ex-primeiro-ministro Oli, compete novamente, reunindo veteranos da política. O Nepali Congress, liderado por Gagan Thapa, de 49 anos, também participa, ao lado de outros 63 partidos, formando um bloco com histórico de domínio no Parlamento.
A expectativa é de que o resultado leve algum alívio aos jovens que demandam empregos e maior governança. Câmara e composição política devem refletir a pressão popular por mudanças, após décadas de instabilidade.
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