O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez reforçou, nesta quarta-feira, sua oposição a um eventual ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, afirmando que o conflito poderia representar uma “roleta russa” com a vida de milhões de pessoas. A declaração ocorreu em meio a tensões crescentes entre Espanha e Estados Unidos.
Sánchez respondia a uma ameaça de Donald Trump de cortar relações comerciais com Madri caso o governo espanhol mantivesse sua posição sobre o conflito. O chefe de governo espanhol enfatizou que a prioridade é evitar guerras e guerras prolongadas que agravam a crise global.
O premiê ressaltou que a posição da Espanha é clara: não ao conflito. O governo espanhol argumenta que a escalada pode ter desdobramentos imprevisíveis e prejudicar a estabilidade internacional, citando impactos como aumento de terrorismo e de preços de energia.
Repercussões e medidas recentes
Em meio às tensões, Sánchez denunciou os bombardeios contra o Irã pela coalizão liderada pelos EUA e Israel como atos arriscados e ilegais. Também determinou que bases aéreas e navais no sul da Espanha deixassem de ser utilizadas para operações contra Teerã, medida que ampliou o atrito com Washington.
O governo espanhol afirma não apoiar ações militares que não sejam autorizadas pelo direito internacional. A posição de Madrid busca, segundo o país, evitar consequências humanitárias e geopolíticas negativas associadas a intervenções militares.
As autoridades espanholas destacam que a opinião pública e o Parlamento devem permanecer como parte do escrutínio sobre políticas externas. O tema continua sob análise e sem mudança formal de postura até o momento.
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