A imagem de satélite obtida na segunda-feira mostra danos em bases que abrigam radares de defesa antimísseis na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. Segundo as análises, os alvos são radares AN/TPY-2, usados para acionar mísseis interceptores THAAD. A hipótese é de que o Irã tenha atacado para enfraquecer a defesa aérea na região.
Os relatos apontam danos a uma bateria THAAD na Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordônia, a mais de 800 quilômetros do Irã. Em dois locais dos Emirados, também teriam ocorrido impactos em instalações com radares e galpões de veículos de apoio aos sistemas THAAD.
O radar AN/TPY-2, fabricado pela Raytheon, é considerado o núcleo das baterias THAAD. O custo estimado do conjunto de radares fica próximo a meio bilhão de dólares. As imagens de satélite indicam crateras ao redor do radar na Jordânia, sugerindo ataques na janela de 1º ou 2 de março.
A CNN também aponta danos a estruturas de apoio em Sader e Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, entre 28 de fevereiro e 1º de março. Em ambos os locais, galpões que armazenavam equipamentos de defesa teriam sido atingidos, com indícios de presença de baterias THAAD no passado.
Especialistas ressaltam que a perda de um radar não inviabiliza completamente o sistema THAAD, mas reduz sua capacidade. O radar facilita o lançamento de interceptores e a cooperação com outros componentes de defesa, como o Patriot, para cobertura mais ampla.
Contexto e desdobramentos
A CNN informou ainda que ataques iranianos teriam atingido bases militares dos EUA na Península Arábica, danificando radares, comunicações e equipamentos de inteligência. O objetivo, segundo a reportagem, seria isolar esses ativos do operador externo.
Imagens adicionais mostram danos a um radar de alerta antecipado de fabricação americana, localizado em Umm Dahal, no Catar. As evidências foram analisadas por pesquisadores que acompanham a evolução do conflito na região.
Não há confirmação de que todos os locais citados abrigassem baterias THAAD pertencentes a forças norte-americanas ou aos Emirados. A disponibilidade de imagens de alta resolução dificulta confirmar a presença atual dos radares no momento dos ataques.
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