O premier Li Qiang abriu a abertura da Assembleia Popular Nacional em Pequim, apresentando Pequim como uma pauta estável diante de conflitos globais. O discurso foi proferido no Grande Salão do Povo, durante as chamadas Duas Sessões, com cerca de 3 mil deputados presentes. Li defendeu o papel da China como motor de desenvolvimento econômico e inovação tecnológica.
A fala reiterou a oposição ao hegemonismo e às políticas de poder, defendendo um mundo multipolar mais estável e organizado. Li destacou o multilateralismo e a importância de manter o crescimento econômico planificado pelo Partido Comunista, sem citar diretamente ações dos Estados Unidos ou de Israel.
Plano quinquenal e metas econômicas
O premier informou que, pela primeira vez em três anos, o governo ajustou levemente a meta de crescimento para 2026, entre 4,5% e 5%. O objetivo é sustentar a demanda interna e melhorar a oferta, em um contexto de mudanças no ambiente econômico global.
Na avaliação de Li, o cenário externo permanece volátil, com protecionismo e incertezas comerciais. Ainda assim, o governo citou avanços nas negociações com os Estados Unidos, reconhecendo benefícios de entendimentos alcançados entre líderes em encontros anteriores na Coreia do Sul.
A apresentação ocorre em meio à preparação do próximo plano quinquenal até 2030, que orienta investimentos industriais, tecnologia e políticas públicas. O documento enfatiza desenvolvimento de alta qualidade, inovação e autosuficiência tecnológica, com foco em indústrias avançadas.
Defesa, Taiwan e ambiente interno
Li enfatizou a lealdade política no Exército Popular de Libertação, em meio a disputas sobre a cúpula militar. Foi citado também o aumento do gasto em defesa, que deve chegar a 1,91 trilhões de yuans em 2026, crescimento anterior de 7% versus 2025.
O premiê destacou a necessidade de manter a estabilidade social e demográfica, incluindo medidas para estimular a demanda interna. O discurso também menciona a contenção de atividades separatistas em Taiwan e a promoção de relações pacíficas pelo estreito, sem abrir espaço para mudanças de status político.
Fontes oficiais indicam que o texto traça caminhos para consolidar o salto tecnológico e reduzir gargalos setoriais, apontando a China como polo de inovação e integração em cadeias de valor globais. A cobertura acompanha os desdobramentos da reunião que definirá prioridades para a próxima década.
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