Cuba restabeleceu nesta quinta-feira a prática de energia elétrica após um novo apagão que deixou boa parte da ilha sem luz. O evento acontece após falha ocorrida na quarta-feira, agravada pela indisponibilidade de combustível frente ao endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos.
O Ministério de Minas e Energía informou que a falha na central termelétrica Antonio Guiteras, a principal do país, provocou o desligamento de regiões centrais e ocidentais, incluindo a capital Havana. Na manhã de hoje, parte dos bairros voltou a ter energia, ainda com restabelecimento gradual do serviço.
Às 05h01 desta madrugada, o Sistema Elétrico foi reconectado entre Guantánamo e Pinar del Río, segundo o ministério, que acrescentou estar incorporando novas unidades de geração para ampliar o fornecimento.
Causas e contexto
Autoridades destacam que, embora a falha na usina central tenha sido o gatilho, a fragilidade do sistema elétrico está ligada à indisponibilidade de combustível para alimentar geradores de apoio. A rede de termelétricas cubanas é envelhecida, com algumas operando há mais de 40 anos.
Desde o fim de 2024, a ilha registra cinco apagões generalizados. Além dos cortes, cubanos enfrentam interrupções diárias e longos períodos de racionamento. Desde 9 de janeiro, nenhum petroleiro chegou a Cuba, piorando o cenário energético.
O governo cubano atribui o atual quadro ao cerco energético dos EUA, que, segundo Havana, agrava a crise ao impedir o fluxo de petróleo vindo de outros parceiros. O governo de Miguel Díaz-Canel tem adotado medidas de economia de energia para enfrentar a situação.
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