Finlândia planeja levantar a proibição de abrigar armas nucleares em seu território, segundo o governo. A mudança envolve a Lei de Energia Nuclear de 1987, que hoje impede importação, fabricação, posse e detonação de explosivos nucleares no país.
O anúncio, feito na quinta-feira, ocorre em alinhamento com vizinhos nórdicos e pode abrir caminho para uso de armamentos atômicos em situações de guerra. A medida é apresentada como defesa militar dentro da aliança da OTAN.
Antti Häkkänen, ministro da Defesa, afirmou que a emenda é necessária para a defesa do país dentro da OTAN e para ampliar o efeito dissuasório da aliança. O texto seguirá para o parlamento, onde o governo de coalizão possui maioria.
Os Estados vizinhos Suécia, Dinamarca e Noruega mantêm políticas de não armas nucleares em tempos de paz, mas não possuem proibição legal equivalente em caso de guerra. A situação regional acompanha movimentos de cooperação nuclear na OTAN.
Nesta semana, a França e a Alemanha anunciaram planos de ampliar a cooperação em dissuasão nuclear com parceiros europeus, diante de tensões com a Rússia e instabilidade ligada ao conflito no Irã. A forma de participação de cada país permanece sob debate.
A Suécia afirmou que não pretende manter tropas estrangeiras permanentes nem armas nucleares no solo em paz, respaldando uma posição que pode evoluir conforme mudanças estratégicas. O ministro sueco mencionou que cenários excepcionais podem alterar esse posicionamento.
A Finlândia mantém fronteira de 1.340 km com a Rússia e, em 2024, assinou um acordo de defesa com os EUA, permitindo o uso de 15 instalações e zonas militares finlandesas por parte de Washington. A medida busca reforçar a memória de dissuasão na região.
Entre na conversa da comunidade