Taipei, 6 de março – O ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, rejeitou a proposta do principal partido de oposição, que defendeu um orçamento de defesa cerca de um terço do valor pedido pelo governo e estabeleceu um prazo para compras de armas dos EUA que ele considerou inviável.
O governo, liderado pela presidente Lai Ching-te, havia apresentado um esforço adicional de defesa de 40 bilhões de dólares, em meio à pressão dos EUA para elevar os gastos militares. A oposição, Kuomintang (KMT), com apoio de um partido menor, apresentou uma proposta de cerca de 380 bilhões de dólares taiwaneses, com conclusão até o fim de 2028.
Koo afirmou que o orçamento governamental inclui sistemas de artilharia de precisão e veículos não tripulados anti-cavalaria. Segundo ele, exigir entrega completa até o prazo inviabilizaria os projetos e prejudicaria a capacidade operacional.
O KMT apresentou a sua contraproposta ressaltando que prefere tratar de acordos de armas diretamente entre governos, e não via canais comerciais, por considerar estes menos transparentes. A bancada afirmou que excluir qualquer canal de aquisição criaria lacunas na defesa do país.
Koo ressaltou que a proposta do governo conta com apoio da administração e do Congresso dos EUA, e que a posição do KMT pode impactar a coordenação com parceiros estratégicos. A oposição classificou o plano de Lai como ambíguo e pediu mais supervisão.
Contexto regional: a China realiza regularmente exercícios militares nas proximidades de Taiwan e não reconhece o governo de Lai, que defende que apenas o povo taiwanês pode decidir o futuro de seu território. Taiwan permanece sob vigilância estreita de Pequim.
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