A tensão no Paquistão cresce após protestos contra a morte do líder iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, provocados por ataques dos EUA e de Israel. Em Karachi, manifestantes invadiram a embaixada dos EUA e seguiram para as ruas de outras cidades, com confrontos que deixaram mortos e feridos entre civis e policiais. Marines dos EUA teriam atirado contra demonstrantes, segundo duas autoridades norte-americanas.
Entre os envolvidos estão a comunidade xiita do Paquistão, a liderança religiosa local e autoridades do governo. A relação do Paquistão com Washington permanece complexa, mesmo com Helsinki de laços mais fortes e presença de Paquistão no Conselho de Paz de Trump, além de vínculos estratégicos com a Arábia Saudita. O país tenta equilibrar apoio a aliados ocidentais com a pressão interna de grupos xiitas.
Quando ocorreu: no fim de semana, com desdobramentos na província de Sindh e em outras cidades paquistanesas. Onde: Karachi e outras capitais regionais. Por quê: a reação se deu pela morte de Khamenei, visto pelos xiitas paquistaneses como figura espiritual, em meio a ataques repetidos dos EUA e de Israel na região.
Contexto regional e impactos internos
Analistas destacam que o Paquistão precisa manter a paz interna diante de uma coalizão geopolítica sensível, incluindo laços com EUA e com parceiros do Golfo. A morte de Khamenei intensifica sentimentos de identidade xiita e solidariedade com o Irã, ao mesmo tempo em que aumenta o risco de turbulência nas principais cidades.
Especialistas lembram que a história sectária do Paquistão alimenta tensões entre sunitas e xiitas, com episódios de violência no passado. Pesquisadores apontam que a resposta xiita pode permanecer ativa por dias, especialmente durante os funerais das vítimas.
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