Britânicos mostram cautela diante da escalada no Oriente Médio, levantando dúvidas sobre a eficácia militar ao mesmo tempo em que os EUA pressionam por remilitarização. Londres bloqueou bases para ataques preventivos contra o Irã, gerando atritos com Washington e aliados.
A crise se intensifica após críticas de autoridades europeias e ataques recentes a instalações militares britânicas em território aliado. Um drone de origem iraniana atingiu uma base da RAF em Chipre, provocando apoio de França, Grécia e outros países. A presença de uma fragata britânica na região deve ocorrer apenas na próxima semana.
Líderes britânicos defendem hesitação, afirmando que ações militares cabem a operações legais e bem planejadas. Mesmo assim, jatos britânicos já derrubaram drones iranianos e o Exército tem reforçado sistemas de defesa de aliados, com bases britânicas utilizadas para operações defensivas dos EUA.
Analistas apontam que décadas de cortes nas Forças Armadas deixaram a defesa britânica menos preparada. Dados do International Institute for Strategic Studies indicam defasagens em veículos blindados, navios e defesas antiar. O governo trabalha para elevar o gasto militar para 2,5% do PIB até 2027, com objetivo de 3% após 2029.
Críticos lembram o peso político do conflito no Iraque, avaliando que a hesitação de Starmer busca evitar erros do passado. Ainda assim, a ausência de uma presença naval robusta na região é vista como falha estratégica por especialistas e ex-comandantes.
A crise também envolve a relação entre Reino Unido e EUA. Embora Trump tenha criticado a aliança, analistas não esperam rompimento abrupto. Autoridades e ex-diplomatas afirmam que a cooperação continua, com foco em inteligência e apoio logístico, mesmo diante de palavras ásperas.
Especialistas em segurança dizem que países europeus precisam demonstrar capacidade de apoiar aliados do Golfo quando necessário, sem assumir participação direta no conflito. A situação exige decisões rápidas sobre presença militar e apoio à defesa regional.
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