O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira 5 que deveria ter participação na eleição do próximo líder supremo do Irã, após o assassinato de Ali Khamenei. Segundo ele, o filho do aiatolá é um candidato inaceitável e não pode ficar sem influência no processo.
Trump disse, em entrevista ao Axios, que o filho de Khamenei é um peso leve e que os EUA precisam participar da nomeação, fazendo uma comparação com a Venezuela, onde Delcy Rodríguez tem cooperação com Washington sob pressão para depor o presidente Nicolás Maduro.
O ex-presidente americano também advertiu que os Estados Unidos provavelmente voltariam a entrar em conflito no Irã dentro de cinco anos caso não haja um líder alinhado aos seus interesses, reforçando a ideia de uma intervenção indireta na escolha do sucessor.
Não fica claro qual seria a forma de participação dos EUA nesse processo, que, no Irã, é conduzido por uma assembleia de altos clérigos xiitas, em sua maioria contrários a Washington. O anúncio ocorre em meio a tensões na região desde o fim de 2020.
Ali Khamenei morreu no sábado, em decorrência de um ataque levado a cabo por EUA e Israel, no início de um período de hostilidades que envolve o Irã e aliados regionais. Mojtaba Khamenei surge como um dos potenciais herdeiros; o filho do xá deposto, Reza Pahlavi, sugeriu que qualquer líder eleito seria ilegítimo.
A hipótese de uma transição no Irã tem sido acompanhada por analistas que destacam que o país mantém políticas de linha dura e resistência a pressões internacionais. A situação segue sem desfecho oficial divulgado pelas autoridades iranianas.
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