O presidente Donald Trump afirmou a Reuters que não se preocupa com o aumento dos preços da gasolina nos EUA, provocados pela escalada do conflito com o Irã. Segundo ele, a operação militar tem prioridade e os preços devem cair rapidamente ao fim das ações, caso subam um pouco.
A entrevista exclusiva ocorreu enquanto o governo Trump enfatizava o objetivo estratégico da resposta ao Irã. Analistas lembram que a alta no preço do combustível pode impactar o apoio à agenda republicana nas eleições de meio de mandato.
Trump manteve o tom de que o tema econômico seria resolvido com o tempo, sem anunciar medidas específicas para frear a alta. Ao mesmo tempo, relatos internos indicam que o governo trabalha para mitigar impactos no custo de energia, evitando decisões que desequilibrem os mercados.
Medidas e cenários
A Casa Branca discute ações para reduzir preços, incluindo apoio a seguradoras de risco para fretes de petróleo e possíveis escoltas navais pelo estreito de Hormuz. Órgãos oficiais mencionam ainda debates sobre um eventual feriado fiscal de gasolina e flexibilizações regulatórias.
Fontes próximas ao governo disseram que houve discussão sobre uso da Reserva Estratégica de Petróleo, mas Trump descartou a medida nesse momento. Analistas destacam que opções limitadas complicam a queda rápida dos preços.
Dados da AAA apontam alta no preço médio nacional da gasolina, para cerca de US$ 3,25 por galão, acompanhando a escalada regional desde o início do conflito. O mercado observa volatilidade enquanto a situação no Oriente Médio se intensifica.
A postulação de uma janela curta para a campanha política passa pela percepção de energia estável, embora pesquisas já indiquem descontentamento com o custo de vida. O governo estima que a volatilidade seja passageira, mas não detalha um cronograma de resolução.
A ofensiva militar contra o Irã ganhou impulso no fim de semana, com ataques aéreos que marcaram o início de uma operação que o governo descreve como de curto prazo. Analistas questionam a clareza de metas e o desfecho esperado do conflito.
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