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Voos militares chineses perto de Taiwan caem; encontro Trump-Xi é fator

Redução súbita na atividade aérea chinesa perto de Taiwan, com queda de 46,5% já neste ano e pausa de uma semana, possivelmente para preparar encontro Trump-Xi

U.S. President Donald Trump meets with Chinese President Xi Jinping on the sidelines of the APEC summit, in Busan
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O muking: Taiwan relata queda abrupta na atividade aérea chinesa ao redor da ilha, com nenhuma passagem de aeronaves na última semana. A mudança pode indicar recalibração da pressão de Pequim sobre Taipei, segundo autoridades taiwanesas.

Até o momento, 460 aeronaves militares — entre caças e drones — foram enviadas à zona de identificação de defesa de Taiwan neste ano, registrando queda de 46,5% em relação ao ano passado, segundo dados do governo taiwanês compilados pela STA.

Em fevereiro, foram detectadas 190 aeronaves chinesas, o menor total mensal desde 2022, quando Taiwan começou a publicar séries diárias detalhadas. Analistas veem sinais de uma campanha de pressão contínua.

Contexto e leituras sobre a relação com Trump

Xi Jinping pode estar atando a pressão visível para favorecer o clima antes da reunião com o presidente dos EUA, ao final do mês, segundo fontes taiwanesas. Não houve comentário oficial divulgado pelas defesas chinesas ou pelo gabinete de Xi.

A China não despachou aeronaves perto de Taiwan desde 27 de fevereiro, marcando um intervalo de seis dias sem operações aéreas, segundo Tristan Tang, da STA. Em ocasiões anteriores, pauses foram associadas a tufões ou feriados chineses.

Outra linha de leitura aponta para uma purga de corrupção militar em curso, que poderia afetar o preparo das forças, conforme analisa Su Tzu-yun, do Instituto Nacional de Defesa e Segurança. Alterações na estrutura de comando teriam impacto.

Mesmo com a queda da atividade aérea, a marinha e a guarda costeira permanecem em operação, segundo o ministério da Defesa de Taiwan, indicando que Pequim desviou o foco para ações de menor sensibilidade política.

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