Sri Lanka desloca segunda embarcação iraniana para o porto e transfere 208 tripulantes para um acampamento naval. O governo informou que a operação ocorreu no dia 6 de março, em Galle, após o afundamento de um navio de guerra iraniano, segundo fontes oficiais. A ação ocorreu sob o argumento de responsabilidade humanitária.
A segunda embarcação iraniana identificada pela Marinha do Sri Lanka é o navio auxiliar IRIS Booshehr. Tripulantes foram vistos desembarcando com malas e bolsas, conforme imagens divulgadas pela Presidência. Navios salva-vidas e rebocadores se aproximaram do rebocador, com a intenção de encaminhá-lo ao porto de Trincomalee, na costa leste.
Dois oficiais afirmaram que cerca de 15 membros da tripulação ainda estavam a bordo para auxiliar na navegação. A embarcação apresentava problemas de motor, de acordo com as mesmas fontes, que pediram para não ser identificadas devido à sensibilidade do tema. Os passageiros foram examinados médicamente em Colombo.
Contexto internacional
O Booshehr ficou retido na zona econômica exclusiva do Sri Lanka, após o naufrágio da corveta iraniana IRIS Dena, que foi atingida por um torpedo de um submarino norte-americano. O ataque matou 87 pessoas a bordo, ampliando o conflito na região. O chanceler iraniano agradeceu a assistência do Sri Lanka aos sobreviventes.
O governo do Sri Lanka ressaltou a importância de manter relações estáveis com potências comerciais, sobretudo com os Estados Unidos, principal destino de suas exportações de roupas, e com o Irã, comprador de chá. A operação ocorre em meio a tensões regionais que influenciam o comércio global.
Entre na conversa da comunidade