A Justiça dos EUA rejeitou uma ação civil que pretendia responsabilizar a Binance e seu fundador, Changpeng Zhao, por supostas transfers ligadas a organizações terroristas. O processo foi arquivado pelo juiz federal Jeannette Vargas, em Manhattan, no dia 6 de março. Os autores eram 535 vítimas ou familiares.
Os demandantes alegavam que transações de ativos digitais pela Binance promoveram operações violentas entre 2017 e 2024, ligando-se a grupos como Hamas, Hezbollah, IRGC, Estado Islâmico, Quds e Al-Qaeda, em 64 ataques. A acusação dizia que centenas de milhões, e possivelmente bilhões, teriam passado pela plataforma.
Decisão judicial e argumento dos relatos
A juíza Vargas entendeu que não houve demonstração plausível de que a Binance ou Zhao apoiaram intencionalmente os ataques, ou estavam ligados diretamente a eles. A relação seria apenas de clientes e empresas com a corretora, em uma relação de braço financeiro comum.
A ação recebeu críticas pela extensão do documento, com 891 páginas e mais de 3.100 parágrafos. A Justiça ofereceu aos autores a possibilidade de revisá-la e reapresentá-la.
Resposta da Binance e questões pendentes
A Binance negou as acusações de violar sanções iranianas ao responder a um inquérito do Senado dos EUA. A resposta classificou as alegações como falsas e destacou que realiza revisões de conformidade após incidentes, incluindo a remoção de parceiros como Hexa Whale (agosto de 2025) e Blessed Trust (janeiro de 2026).
A corretora também destacou acordo com autoridades americanas de novembro de 2023, que resultou no pagamento de 4,32 bilhões de dólares após admitir violações de AML e sanções. Zhao afirmou que o processo buscava explorar problemas legais anteriores da empresa.
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