Ucrânia fabrica interceptores de drones para venda externa. Empresas do setor afirmam capacidade de exportar large volumes, diante de interesse dos EUA e do Golfo, estimulados pelo conflito com o Irã.
Fabricantes dizem que a demanda cresce conforme o Irã intensifica ataques com drones. Drones baseados no Shahed, produzidos na Ucrânia com apoio de Rússia, integram as defesas aéreas e são alvejados por mísseis e jatos ocidentais.
A Ucrânia já vive uma experiência de combate com esses aparelhos e busca transformar a expertise em vantagens comerciais e políticas, alinhando-se a aliados que enfrentam ameaças semelhantes.
Interesse externo cresce com o aumento das tensões no Golfo. Washington e nações árabes procuram suprimentos de interceptores para reduzir custos de defesa em cenários de ataques com pequenos drones.
Zelenskiy afirmou que o país vai atender a pedidos dos EUA, enquanto fontes indicam que Catar e outros parceiros estudam a compra de drones interceptores fabricados pela Ucrânia.
SUPPLY OUTSTRIPS DEMAND IN UKRAINE
A SkyFall, principal fabricante de interceptores, informou ter capacidade de produção superior à demanda interna. A empresa sinalizou interesse de aliados do Golfo e de outros países do Oriente Médio em adquirir os aparelhos.
Segundo a SkyFall, o P1-SUN já derrubou mais de 1.500 Shaheds e mil outros drones desde o início das operações, com produção estimada de até 50 mil interceptores por mês. Exportações sem prejudicar a defesa ucraniana também são mencionadas como possibilidade.
Ihor Fedirko, CEO da associação estatal de defesa, destacou que há produção equivalente ao dobro do que o setor precisa para enfrentar ataques russos frequentes. A produção excedente facilita eventuais exportações, desde que haja autorização governamental.
Pilotos e treinamento aparecem como entraves logísticos para uso de interceptores no Golfo. A Ucrânia detém know-how único para operar esses sistemas, o que pode influenciar decisões de parceiros estrangeiros.
A SkyFall também mantém uma academia própria de pilotagem e afirmou que pode enviar instrutores ao exterior, caso haja autorização governamental para exportação de drones interceptores.
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