O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta sexta-feira (6) com executivos de sete grandes empresas do setor de defesa. O encontro ocorreu em meio à pressão para recompor estoques militares após ataques ao Irã e outras operações recentes.
Trump afirmou, em postagem nas redes sociais, que a reunião tratou da produção e dos cronogramas de fabricação. Participaram as empresas Lockheed Martin, RTX, BAE Systems, Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris e Northrop Grumman. Autoridades seguem o tema com cautela sobre prazos.
Estratégia de produção
Segundo fontes, o Pentágono não fechou acordos tão rapidamente quanto desejado com as empresas. A prioridade é ampliar capacidade de produção para suprir defesas e manter estoques. O governo vem pressionando por maior foco produtivo em vez de remuneração a acionistas.
No centro das negociações estão acordos com as principais contratadas, especialmente a Lockheed Martin. Em janeiro, a empresa firmou contrato para ampliar a produção de interceptores PAC-3 para 2.000 unidades/ano, frente a 600. Também planeja aumentar THAAD de 96 para 400 por ano.
Contexto e impactos
Trump informou que as empresas concordaram em quadruplicar a produção de munições guiadas de precisão, ressaltando que os esforços começaram há três meses. A demanda por sistemas de defesa aérea cresce com tensões internacionais e conflitos na região.
Uma agenda de orçamento também está em pauta. A Reuters informou que pode haver um pedido suplementar de cerca de US$ 50 bilhões para reposição de armamentos usados, além de US$ 150 bilhões já previstos em outra medida. Os números são preliminares.
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