O ministro da Defesa da Suíça, Martin Pfister, afirmou em entrevista ao SonntagsZeitung que Estados Unidos e Israel violaram o direito internacional ao atacarem o Irã. O comentário considera a ofensiva uma violação ao princípio da proibição da violência, segundo o ministro.
Pfister explicou que a avaliação se aplica a todas as nações que não respeitam a proibição de uso da força sem autorização da ONU ou sem legítima defesa. Ele pediu que as partes envolvidas interrompam os combates para proteger a população civil.
Segundo o ministro, o ataque aéreo contra o Irã foi um ato conjunto de EUA e Israel, e, na visão dele, viola o direito internacional. A declaração ecoa posições de líderes europeus críticos da operação.
Reações na Europa
O vice-prior do governo alemão, Lars Klingbeil, expressou dúvidas sobre a legitimidade do conflito sob o direito internacional e afirmou que a Alemanha não participará da guerra. Ele destacou o risco de deslocar-se a um cenário sem regras.
A Espanha também criticou o ataque, classificando as ações como arriscadas e ilegais. Washington e Jerusalém ainda não publicaram explicações oficiais sobre o episódio.
Cenário internacional
Especialistas jurídicos destacam que, conforme a Carta das Nações Unidas, o uso da força requer autorização ou defesa própria reconhecida. O episódio alimenta debates sobre regras de conflito e responsabilidade de potências.
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