O ex-primeiro ministro britânico Tony Blair voltou a se posicionar publicamente sobre o conflito no Oriente Médio, alinhando-se a Donald Trump e criticando a estratégia do governo do Reino Unido frente à ofensiva contra o Irã. Blair disse que, em tema de defesa, a ajuda aos aliados deve ser oferecida quando solicitada, independentemente de quem esteja no poder no momento.
Os comentários foram proferidos durante um evento organizado pelo Jewish News, veículo com linha editorial que sustenta o governo de Israel. Segundo apuração, Blair desafiou a decisão inicial de Keir Starmer, atual premiê, de não autorizar o uso de bases britânicas para ações contra o Irã, e ouviu apoio de corretores de opinião presentes no ato.
Blair lembrou que alianças se testam quando a situação se torna difícil e destacou a importância de defender a relação com os Estados Unidos, independentemente da gestão que estiver à frente. O ex-líder trabalhista também elogiou a cooperação entre Londres e Washington em termos de segurança.
Trump reagiu à postura de Starmer nas redes sociais, insistindo que o Reino Unido não precisa se envolver em guerras que já estariam vencidas. O presidente americano reiterou que o país não depende de aliados que se envolvem em conflitos que não são necessários, acompanhando críticas às decisões britânicas.
O governo britânico confirmou preparativos para enviar dois navios à região. O HMS Prince of Wales recebeu instruções para zarpar em cinco dias, enquanto o HMS Dragon está programado para deixar o país na próxima semana, com destino ao Médio Oriente via Chipre.
Além disso, um bombardeiro americano B-1 foi visto aterrissando na base britânica de Fairford, sinalizando maior uso conjunto de instalações no território. A cooperação militar entre EUA e Reino Unido permanece ativa, mesmo após a tensão pública entre Blair e Starmer.
Mudanças no eixo diplomático
As divergências entre Blair e Starmer coincidem com críticas crescentes do presidente Trump ao líder britânico, que, por sua vez, classificou a ofensiva contra o Irã como de planejamento inadequado. Em resposta, Starmer reiterou que a relação especial com os EUA continua, mas com avaliação cuidadosa de ações militares.
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