O governo dos Estados Unidos tem deportado migrantes para Irã e Venezuela, mesmo após anunciar ações militares. Desde setembro, foram três voos com deportados para Teerã, via Qatar e Kuwait. Em Caracas, a frequência aumentou após a captura de Nicolás Maduro.
No caso iraniano, a administração Trump encerrou décadas de não deportar iranianos. Em 28 de setembro aconteceu o primeiro voo de deportação para Teerã, com 120 iranianos a bordo. Viajavam famílias, incluindo mulheres, segundo fontes jurídicas.
O segundo traslado ocorreu em dezembro e o terceiro em janeiro, todos com destino a Teerã, com escala prevista em Kuwait. A decisão ocorreu apesar da repressão iraniana contra protestos que deixaram milhares de mortos.
Para Venezuela, o planejamento não foi interrompido por ações militares anunciadas. Até 20 de janeiro, 78 voos deportaram quase 15 mil venezuelanos, com sete voos apenas em janeiro, após ataques contra o governo interino.
A maior parte das deportações ocorreu direto ao aeroporto de Maiquetía, na Venezuela, com algumas rotas passando pela base de Soto Cana, em Honduras, entre 2025 e 2025, até suspenderem as escalas no meio do ano.
Estimativas indicam que, se mantida a frequência, quase 30 mil venezuelanos devem ser deportados neste ano, aproximadamente o dobro do anterior, segundo especialistas em migração. EUA e Venezuela retomaram relações diplomáticas nesta semana.
Paralelamente, o governo dos EUA retirou o Estatus de Proteção Temporária (TPS) de venezuelanos, deixando cerca de 650 mil sem autorização permanente. A medida gerou críticas de deputados e defensores dos migrantes, que denunciam violações de direitos.
Entre os casos de Iran, parlamentares e advogados destacam que permanecer na lista de pedidos de asilo, com processos abertos no Irã, pode levar a detenção e até execução em caso de deportação. As defensorias pedem revisão judicial.
A situação internacional envolve ainda o histórico de tensões regionais, com ações militares de Israel e EUA na região, que influenciam decisões migratórias e o andamento dos processos de expulsão de cidadãos iranianos.
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