O uso de drones marítimos para atacar petroleiros ganhou notoriedade na região do Golfo, ampliando o risco na principal rota de tráfego marítimo. Navios foram atingidos em ataques de origem ainda não confirmada, segundo autoridades e analistas.
O MKD VYOM, navio-tanque de bandeira Marshall, foi atingido em 1º de março, a cerca de 44 milhas náuticas ao largo de Oman. A ukMTO afirmou que uma embarcação não tripulada atingiu a linha d’água, provocando explosão e fogo na casa de máquinas.
Dias depois, o Namibe, tanque de crude da bandeira de Bahamas, também sofreu ataque quando atracava perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque. A empresa Sonangol Marine Services reportou que 23 tripulantes ficaram em segurança.
A imagem postada na internet mostra um objeto em formato de bote rápido avançando contra o casco e deflagrando a explosão, com grande coluna de fumaça. Dois especialistas marítimos britânicos identificaram o drone como naval.
Análise de especialistas
Robert Peters, da Ambrey, aponta que a hipótese mais provável é atuação iraniana, citando eventos recentes de displays militares. A reportagem não conseguiu confirmar oficialmente a autoria, nem o envolvimento de autoridades iranianas.
Sidharth Kaushal, da RUSI, observa que drones marítimos podem carregar explosivos com maior carga útil do que drones aéreos, potencializando danos. Ataques assim podem imobilizar navios e deixar tripulações vulneráveis.
Iranianos já haviam indicado riscos ao estreito de Hormuz, ponto de passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, e ações recentes podem elevar a oferta de tensão na região. Autoridades não comentaram oficialmente as ocorrências.
Especialistas ressaltam que, se confirmada a responsabilidade iraniana, esse seria o primeiro uso direto de drones navais do Irã contra alvos comerciais. O debate sobre authorizações e respostas internacionais segue aberto.
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