O Irã advertiu que vai atacar 17 empresas americanas de tecnologia no Oriente Médio a partir de 1º de abril. A mensagem foi publicada pelo braço militar guardião da Revolução (IRGC) em uma conta em Farsi e cita alvos como Microsoft, Apple, Google, Meta, Nvidia e Palantir. Além delas, entram Cisco, HP, Intel, Oracle, IBM, Dell, J.P. Morgan Chase, Tesla, GE, Spire Solutions, Boeing e a empresa local G42.
A lista inclui 17 companhias de tecnologia e informação dos EUA, com a justificativa de que são parte da infraestrutura de operações terroristas descritas pelo IRGC. O texto afirma que os setores americanos teriam papel central na violência contra o Irã, e que trabalhadores de tecnologia devem deixar os seus locais de trabalho para reduzir riscos.
O IRGC já havia divulgado mensagens anteriores associando grandes empresas de tecnologia a estratégias de infraestrutura tecnológica associadas a adversários. Em resposta, Euronews Next tentou confirmar com as empresas citadas, sem obter resposta imediata.
Contexto e desdobramentos recentes
A imprensa iraniana ligada ao IRGC havia divulgado, semanas antes, uma lista de locais no Oriente Médio apontados como bases de tecnologia de grandes empresas, com foco em regiões como Dubai e Tel Aviv. As informações citadas sugerem que centros de IA e infraestrutura de nuvem seriam os principais alvos.
Em relação a incidentes recentes, houve relatos de danos a centros de dados da Amazon em dois Emirados Árabes e a um no Bahrain, atribuídos a ataques anteriores. As autoridades iranianas afirmaram ter responsabilidade pelos ataques, dizendo que visavam expor o papel desses locais em atividades militares e de inteligência.
Observações sobre empresas citadas
Algumas firmas da lista mantêm contratos com governos regionais para serviços de nuvem ou IA. A comunicação do IRGC não detalha ações específicas, apenas sinaliza que novas operações seriam direcionadas a estas companhias. A verificação independente das informações ainda é limitada.
Entre na conversa da comunidade