Washington/Taipei — Um pacote de armas dos EUA para Taiwan, avaliado em cerca de 14 bilhões de dólares, está pronto para aprovação presidencial e pode ser assinado após a viagem de Donald Trump à China neste mês. A maior parte do estoque envolve mísseis de defesa aérea, como PAC-3 e NASAMS, segundo fontes familiarizadas com o tema.
O acordo, que seria o maior já enviado à ilha democrata, pode incluir ainda 6 bilhões de dólares em capacidades de defesa assimétrica. As fontes disseram que as informações estão protegidas até o retorno de Trump de Beijing, previsto entre 31 de março e 2 de abril.
Contexto político e militar
Xi Jinping advertiu, em fevereiro, que vendas de armas a Taiwan devem ser tratadas com prudência. Mesmo com as sinalizações de contenção, o avanço sugere que a administração pretende manter ou ampliar o apoio militar à ilha, diante da pressão militar chinesa.
Os pacotes de armas para Taiwan costumam ser alinhados a momentos de engajamento sensível com Pequim. Um funcionário norte-americano confirmou que mais aprovações de armas estão em curso e que não houve mudança na política de Taiwan.
Reação regional
Em Taipei, fontes do governo disseram ter recebido garantias de apoio dos EUA. O Ministério da Defesa de Taiwan informou que os projetos de aquisição avançaram na coordenação com Washington e que a Defesa Security Cooperation Agency detalha itens e prazos de entrega.
A China reiterou ao longo do tempo que não reconhece Taiwan como separado e mantém oposição firme às vendas norte-americanas. Pequim afirma que a ilha faz parte de seu território e que não deve receber armamentos.
Posição oficial dos EUA
O governo dos EUA sustenta que as vendas de armas seguem o processo institucional e não representam mudança na política de Taiwan. As autoridades ressaltam o compromisso de entregar sistemas críticos o mais rápido possível, reforçando a capacidade de defesa da ilha.
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