A eleição geral no Nepal, realizada em 5 de março, resultou na vitória esmagadora do Rastriya Swatantra Party (RSP), liderado pelo ex-músico Balendra Shah, que tende a tornar-se primeiro-ministro. A apuração confirmou 182 das 275 cadeiras disponíveis, o maior apoio de um partido em mais de seis décadas. O pleito ocorreu após protestos de Gen Z contra corrupção, que deixaram 77 mortos e levaram à queda do governo.
O RSP surge como força dominante no parlamento, prometendo governança estável pelos próximos cinco anos. Diversos analistas destacam que o mandato pode trazer previsibilidade para a economia e para investimentos, diante de 32 mudanças de governo nos 35 últimos anos.
Resultados e cenários
O Nepali Congress ficou em segundo lugar, com 38 cadeiras, seguido pelo Partido Comunista do Nepal (Unificado Marxista-Leninista) com 25. O ex-juiz Sushila Karki integrou o governo interino para conduzir a eleição. Ravi Lamichhane, líder do RSP e ex-apresentador de TV, enfrenta acusações de uso indevido de recursos de empresas de poupança, mas nega as acusações e teve liberdade sob fiança.
O foco da campanha do RSP era combater a corrupção, criar empregos e ampliar o tamanho da economia, estimada em cerca de 42 bilhões de dólares. Shah disputou como o primeiro político originário das planícies do sul, região Madhesh, a chegar ao cargo máximo.
A vitória acontece em um contexto de instabilidade política recente, que includiu protestos de jovens, tensões regionais e ajustes de poder. A assessoria do RSP afirma que a vitória impõe responsabilidade à bancada governante que surge do pleito.
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