Os Houthis, movimento militar, político e religioso do norte do Iêmen, foram mentes centrais na crise regional. Leader Abdul Malik Al-Houthi afirmou em 5 de março estar pronto para ação, mas o grupo ainda não declarou entrada formal na guerra. A posição oficial segue sem aliança explícita à frente de outros atores.
Desde 2014, após tomar Sanaa, os Houthis enfrentam uma coalizão liderada pela Arábia Saudita. O conflito provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo, com apoio da ONU e tentativas de cessar-fogo ao longo dos anos. Milhares de pessoas foram deslocadas e infraestrutura foi danificada.
Após ataques a alvos no Mar Vermelho e ao redor, os Houthis dizem agir em apoio aos palestinos desde 7 de outubro de 2023. A reação internacional incluiu ataques de Israel, contramedidas dos EUA e pressões diplomáticas para desescalar. Em 2025, houve cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e Hamas, que interrompeu temporariamente as hostilidades.
Cenário estratégico e possíveis próximos passos
Especialistas divergem sobre o rumo dos Houthis. Alguns avaliam ações isoladas contra alvos vizinhos como possibilidade já em curso, ainda sem confirmação robusta. Outros projetam uma entrada coordenada na guerra, com apoio indireto de Irã, para pressionar regiões-chave.
Há ainda quem aponte para manter a postura atual como escolha de contenção. A viabilidade depende de fatores como pressões norte-americanas, ações de Israel e ataques regionais possíveis, além de dinâmicas internas do Iêmen e custos humanos envolvidos.
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