O relator especial da ONU para a luta contra o terrorismo e para os direitos humanos, Ben Saul, afirma que os bombardeios antidrogas dos EUA no Caribe e no Pacífico configuram execuções extrajudiciais. A denúncia foi feita durante uma audiência da CIDH na Cidade da Guatemala.
Saul afirmou que as operações resultaram em dezenas de mortes e violam o direito à vida. Segundo ele, as ações são realizadas em condições de “violência supostamente legal” e configuram uma prática que afeta direitos humanos na região.
No total, o relator registrou 151 mortes em ataques relatados. Jamil Dakwar, da American Civil Liberties Union, mencionou números que chegam a 157 mortos, com três sobreviventes e nove desaparecidos, durante a mesma audiência.
Representantes dos EUA participaram do debate, com Carl Anderson destacando que a discussão tratava do direito da guerra, área em que a CIDH não possui plena competência, segundo suas palavras.
O presidente da CIDH, Stuardo Ralón, ressaltou que a audiência funciona como espaço de diálogo e não integra um procedimento formal da comissão. O objetivo é esclarecer questões de direitos humanos na região.
Entre na conversa da comunidade