O ex-presidente Donald Trump pediu a aliados asiáticos que contribuíssem para abrir o estreito de Hormuz, após desordens causadas pela atuação militar contra o Irã. A mensagem foi veiculada em 14 de março, em suas redes, mencionando Japão e Coreia do Sul como potenciais participantes. A ideia era facilitar a passagem de navios no Golfo.
Segundo o Financial Times, Trump afirmou que a China também deveria ajudar. O gesto ocorre em meio a tensões ligadas ao fornecimento de energia global e ao controle estratégico do estreito, ponto crucial para exportações de petróleo.
Dias depois, Trump recuou, afirmando que os EUA não precisam da ajuda de ninguém. A mudança de tom não encerrou o debate sobre a participação de aliados na eventual resposta ao Irã, segundo analistas.
A China aparece como exemplo de complexidade: o país, junto a outros, é visto como parte de acordos para manter fluxos de abastecimento, inclusive de petróleo, ainda que de forma indireta. Índia e Turquia também aparecem nesse cenário de restrições logísticas.
Para cinco aliados asiáticos — Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Austrália e Tailândia — o dilema é claro: evitar o envolvimento em um conflito distante, proteger suas forças e evitar ficar sem apoio americano caso a aliança não seja vista como contribuidora suficiente.
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