Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reunem em Bruxelas para discutir o reforço da missão naval Aspides no Oriente Médio. A meta é ampliar capacidades sem definir ainda a extensão para o Estreito de Hormuz. A sessão ocorre nesta segunda-feira, de forma informal, segundo diplomatas.
A Aspides foi criada em 2024 para proteger navios contra ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho. Atualmente, tem um navio italiano e outro grego sob comando direto, com apoio de um navio francês e um segundo italiano quando necessário. A discussão promete ampliar a participação de estados-membros.
Segundo relatos, a pauta central é permitir que mais países contribuam com forças para a missão, aumentando as capacidades disponíveis, conforme indicado por um alto funcionário da UE sob condição de anonimato. A ideia ganha força diante do bloqueio parcial do Estreito de Hormuz.
Posição alemã sobre a expansão
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, disse que Aspides pode não ser eficaz em sua tarefa atual e manifestou ceticismo quanto à ampliação para o Estreito de Hormuz. Avalia que a extensão não garantiria maior segurança.
Há apoio de França e Reino Unido para ações coordenadas com aliados para garantir a passagem marítima, conforme informações de autoridades. A possibilidade de um papel da UE em uma coalizão maior depende de avanços na segurança regional.
A administração dos EUA e aliados intensificaram ações contra o Irã desde o dia 28 de fevereiro, elevando a relevância de estratégias para a livre navegação no Golfo. Ainda não está definido se o bloco europeu formalizará uma participação mais ampla.
Especialistas afirmam que qualquer mudança no mandato da Aspides exigiria a aprovação unânime de todos os 27 membros. O debate continua, com foco na viabilidade técnica, política e operacional de ampliar a missão.
Entre na conversa da comunidade