A resistência do Irã à pressão externa surpreende o debate sobre possíveis vitórias rápidas. A avaliação vem de Vinícius Rodrigues Vieira, professor de relações internacionais da FAAP e da FGV, em entrevista ao UOL News – 2ª edição, do Canal UOL. O tema envolve a continuidade de ataques e influência regional mesmo após gestos de endurecimento dos EUA.
Segundo Vieira, as expectativas de uma vitória rápida dos Estados Unidos não se confirmaram. O Irã mantém capacidade de ataques e influencia grupos armados na região, independentemente de cenários anteriores. A análise destaca que o regime pode agir para manter funcionamento estratégico do Estreito de Hormuz e da região do Golfo.
> O Irã pode bloquear o Estreito de Hormuz ou causar disrupção na região enquanto estiver em condições. A instabilidade pode persistir, especialmente se houver disputa pelo poder e possível guerra civil. O alerta é de que o cenário é volátil e imprevisível.
A resistência iraniana está ligada ao estoque de drones e mísseis, aponta o professor. Ele destaca que ataques recentes, ainda que menos frequentes, pressionam os EUA e afetam mercados globais de energia. Drones são citados como tecnologia relativamente barata para o país.
> O conflito persiste enquanto houver condições para lançar drones e enquanto houver estoque de mísseis. Trump afirmou ter eliminado a produção de novos drones, mas o estoque atual ainda sustenta ações pontuais na região. O preço do petróleo é um reflexo dessa incerteza.
Vieira reforça que a atuação de aliados dos EUA e o risco de confronto com a China dificultam uma resposta coordenada contra o Irã. A análise sugere que a combinação de dependência regional e pressões estratégicas limita ações conjuntas de Washington.
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