Nicolas Sarkozy voltou aos tribunais nesta segunda-feira, no recurso do caso de financiamento libio de sua campanha de 2007. O ex-presidente, condenado em primeira instância a cinco anos de prisão, recorreu da sentença e deixou a prisão de Paris semanas depois.
O processo envolve a denúncia de financiamento irregular por parte do regime de Muamar Gadafi. A decisão tratou como associação ilícita o suporte financeiro recebido para a campanha que levou Sarkozy ao Elíseo. Não foi comprovado que o dinheiro tenha chegado às mãos do então candidato.
Sarkozy, hoje com 71 anos, compareceu ao antigo Tribunal de Justiça de Paris sem a presença de sua esposa, Carla Bruni, que esteve em ocasiões anteriores. Outros próximos colaboraram com a defesa, enquanto familiares e testemunhas acompanharam o andamento, como ocorrido no julgamento anterior.
A família pública do réu foi impactada pela prisão, marco inédito para um ex-chefe de Estado. Sarkozy cumpriu parte da pena em cela e publicou um livro após a saída, descrevendo a experiência. A defesa sustenta a inocência do ex-presidente.
O caso envolve ainda antigos assessores próximos, que também foram condenados na primeira instância, entre eles Claude Guéant e Brice Hortefeux. Alguns testemunhos, como o de Ziad Takieddine, não chegaram a ocorrer devido a falecimentos.
O colegiado revisita as provas e os depoimentos, com previsão de prosseguir até o início de junho. A apelação foca na existência de um pacto de corrupção entre o círculo de Sarkozy e o regime libio para financiar a campanha de 2007.
Além disso, Sarkozy responde a outras ações judiciais. Em março, o tribunal de Paris negou a concessão de pena alternativa em dois casos paralelos: o Bygmalion, sobre a campanha de 2012, e o Bismuth, relacionado à corrupção e à influência sobre magistrados.
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