Quase 200 artistas, curadores e profissionais da arte assinaram uma carta pedindo a exclusão de Israel da Venice Biennale 2026, a ser realizada de 9 de maio a 22 de novembro. A entrega ocorreu hoje aos representantes da Bienal, segundo a governing body.
Entre os signatários estão nomes internacionais, como Alfredo Jaar, Yto Barrada, Rosana Paulino, Meriem Bennani e Cauleen Smith, além de curadores como Binna Choi e Carles Guerra. O grupo ANGA lidera a campanha.
A carta é acompanhada de um posicionamento político que condena ações israelenses na região, afirmando que as obras não devem conviver com um estado considerado genocida. Os signatários defendem solidariedade a artistas e palestinos.
Contexto e desdobramentos
Israel entrará na mostra em um formato diferente este ano, ocupando o Arsenale em vez do Giardini, que permanece fechado para reformas. A decisão gerou críticas de ativistas que pedem exclusão formal do país.
A ANGA argumenta que a presença de Israel na Bienal estaria em oposição a princípios de liberdade cultural e poderia exigir ações de boicote caso não haja exclusão. O grupo já havia feito pedido similar em 2025.
O governo de Israel mantém que o pavilão estará aberto, sob contrato que assegura a continuidade da exposição mesmo diante de protestos. Um artista israelense convidado para falar sobre o tema revelou posições divergentes dentro do próprio país.
A Biennale, por sua vez, registra que não apoia censura e quer manter portas abertas para diálogo cultural. A instituição ressaltou que a cidade de Veneza busca manter conexão entre povos e culturas, mesmo diante de tensões internacionais.
Outros impactos na edição incluem a participação de 99 países e a decisão de outros pavilões, como o da África do Sul, que mudou de projeto devido a referências a violência em Gaza. A lista definitiva de participações segue em aberto.
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