O bazar tradicional de Teerã enfrenta dias de tensão e penúria. Quase três semanas de conflito na região reduziram o movimento nas ruelas do conjunto comercial, com lojas fechando e preços subindo. O econômico já sofria com sanções que pesavam sobre a população.
Moradores relatam dificuldade para comprar o básico. Nisrin, 40 anos, busca jeans em lojas ainda abertas para os filhos, mas admite que a renda mensal de cerca de 130 dólares não permite luxos. Antes do Nowruz, o bazar costumava agir como vitrine de presentes, mas a situação mudou.
O comércio no centro de Teerã se estende por áreas como roupas, alimentos, tapetes e eletrônicos, servindo como motor econômico local e base de apoio político. A guerra não apenas reduziu o fluxo de clientes, mas também deixou parte da infraestrutura com danos visíveis.
Para comerciantes, o impacto é direto: muitos relataram queda de vendas, paralisando negócios que já se recuperavam de dificuldades anteriores. Enquanto algumas lojas permaneceram abertas, outras abriram apenas parcialmente ou permaneceram fechadas.
Dados econômicos oficiais não foram atualizados desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro. Analistas indicam que a inflação elevada intensifica a pressão sobre famílias, que enfrentam preços além da média já registrada no ano anterior.
Danos e respostas locais
Trechos do bazar mostram danos estruturais em algumas áreas, com quedas de parte de tetos e material espalhado. Comerciantes descrevem uma sensação de insegurança que favorece o fechamento temporário de estabelecimentos.
Para muitos lojistas, a recuperação depende de uma melhoria na situação de segurança e de maior previsibilidade econômica. Enquanto isso, o movimento no bazar segue restrito, com muitos espaços sem clientes e sem atividades intensas.
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