O monitoramento de redes e vídeos sobre os ataques de Irã levou a uma onda de prisões nos países do Golfo. A atuação das autoridades visa conter a crise e conter impactos à imagem regional em meio a protestos e desinformação.
Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, não foram divulgados números oficiais, mas entidades de defesa apontaram detenções de estrangeiros e moradores. Relatos mencionam um britânico que afirmou ter apagado um vídeo quando solicitado e um francês preso por enviar uma foto do céu à família, além de uma funcionária filipina flagrada por registrar imagens perto do Burj Al Arab e um estudante que compartilhou vídeo de um míssil em um chat familiar.
No Kuwait, o Ministério do Interior informou até esta segunda-feira a detenção de 16 pessoas. Entre elas havia um colombiano. As acusações incluem publicar vídeos jocosos sobre a situação, desrespeito às Forças Armadas, disseminação de informações falsas sobre ataques e gravações ilegais. Autoridades ressaltam que tais ações geram caos e geram temor.
Barém: prisões e contexto
Em Barém, o Ministério do Interior confirmou 37 detenções até o momento. As acusações englobam publicar vídeos sobre os ataques iranianos, divulgar informações falsas, compartilhar conteúdos com IA e demonstrar simpatia por atos hostis ou incitar novos ataques. A movimentação coincide com protestos ocorridos após a morte do líder iraniano Ali Jameneí, segundo dados de monitoramento local.
A ACLED registrou mais de 100 protestos em Barém entre 1º e 6 de março, com manifestações em apoio a Irã, Palestina e Líbano e críticas à presença de tropas dos EUA. A maioria foi pacífica, mas houve interrupções de vias e confrontos com a polícia, que reprimiu parte das ações.
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