O fluxo de pacientes voltou a incluir Gaza nesta quinta-feira, quando Israel reabriu a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, após quase três semanas. O objetivo é permitir que alguns palestinos feridos recebam tratamento fora do território.
Segundo a Cruz Vermelha Palestina, apenas oito feridos em ataques israelenses nos dois últimos anos e 17 membros de suas famílias teriam autorização para entrar no Egito para tratamento médico após a reabertura. Ainda não ficou claro quantos retornarão a Gaza pelo mesmo posto.
A decisão de reabrir a passagem ocorreu após conversas em Cairo entre enviados do conselheiro de paz ligado ao governo de Donald Trump e autoridades do Hamas, em um esforço para preservar o cessar-fogo em Gaza, que tem sido pressionado recentemente.
Contexto de violência e cessar-fogo
Durante a semana, ataques israelenses reduziram-se logo após a ofensiva de fim de fevereiro contra o Irã, mas, segundo moradores, médicos e analistas, a violência voltou a aumentar. Nesta quinta, dois ataques aéreos israelenses em Gaza City deixaram ao menos quatro mortos e feridos mais pessoas, segundo a saúde local.
A gestão sanitária de Gaza aponta que quase 680 pessoas foram mortas por fogo israelense desde o cessar-fogo de outubro. Em resposta, Israel informou ter registrado a morte de quatro soldados por ataques de militantes na mesma janela de tempo.
Desdobramentos e balanço do cessar-fogo
Ambas as partes atribuem-se recuos e violações do cessar-fogo, enquanto as negociações diplomáticas continuam buscando reduzir a escalada na faixa. O estado de saúde da população de Gaza permanece sob avaliação de autoridades locais e de organizações humanitárias.
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