Panamá. O presidente José Raúl Mulino disse nesta quinta-feira que acusações da unidade local da CK Hutchison sobre atrasos em um processo de arbitragem envolvendo contratos portuários são “ultrajantes” e mentirosas. O governo afirma ter contado com assessoria internacional.
A disputa envolve a Panamanian Ports Company (PPC), controlada pela CK Hutchison, e o governo de Panamá, que busca desfazer os contratos de concessão dos portos de Balboa e Cristóbal. A segurar a controvérsia, o governo apontou que a PPP não coopera e oculta informações.
Ações do governo começaram após decisão judicial que considerou os contratos inconstitucionais, levando à anulação. Em seguida, foram concedidas concessões temporárias de 18 meses. Hoje, o Balboa é operado pela APM Terminals e o Cristóbal pela TIL Panama, unidade da MSC.
Mulino afirmou que o Panamá está respaldado por advogados internacionais que irão defendê-lo. A reportagem não obteve resposta imediata da CK Hutchison sobre as novas declarações do presidente e do governo.
Segundo analistas, a disputa ocorre em meio a pressões regionais sobre a influência de atores externos na Zona do Canal. O governo panamenho busca reduzir o controle de atores ligados a investimentos estratégicos.
A CK Hutchison, conglomerado com atuação em infraestrutura e telecomunicações, não respondeu prontamente a pedidos de comentário sobre as declarações mais recentes. Não houve confirmação de novos prazos ou negociações públicas.
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