A Ucrânia está desenvolvendo mísseis de longo alcance para responder à escassez de armas. O esforço ocorre em meio a ataques diários de drones de ataque e ações contra alvos na Rússia, com foco em infraestrutura energética, depósitos militares e bases aéreas. O impulso surge diante do bloqueio de alguns componentes recebidos do exterior.
A iniciativa é liderada por empresas nacionais, destacando a Fire Point, sediada em Kyiv. A produção tem espaço para rápida escala, com planos de ampliar a capacidade e avançar versões como FP-7 e FP-9. O governo e a indústria buscam reduzir dependência de fornecimentos externos.
Desenvolvimento de mísseis e operações
Late last year foram realizados lançamentos de mísseis balísticos e testes de mísseis de cruzeiro movidos a jatos, com alcance próximo de 3.000 quilômetros. O Flamingo, produto privado da Fire Point, usa navegação por satélite resistente a interferências e pode transportar cargas úteis altas. A produção serial já começou, com previsão de aumento de entrega diária.
A Fire Point afirma que o FP-9 poderia superar defesas aéreas russas, atingindo velocidades superiores a 1.200 metros por segundo. A empresa planeja, ao longo do verão, chegar a várias unidades diárias e está desenvolvendo seu motor próprio para o Flamingo, que hoje utiliza componentes de tecnologia sovieta.
Contexto estratégico e avaliação técnica
Especialistas destacam que, embora representem avanço significativo, as armas de Fire Point ainda não replicam plenamente o desempenho dos mísseis ocidentais. O custo unitário é inferior a US$ 1 milhão, em comparação com modelos ocidentais mais caros. A aplicação, por ora, foca em deslocamentos estratégicos dentro da Rússia e em alvos de alto valor.
Analistas destacam que o impacto prático depende de testes, certificações e da integração com outros sistemas de defesa. A produção doméstica ampliará a capacidade de Kyiv, mas o equilíbrio no confronto a longo prazo permanece imprevisível. O poder de fogo de Kiev pode evoluir com novas fases de desenvolvimento.
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