Israel afirmou ter eliminado três altos comandantes iranianos na sexta-feira, ampliando ataques às forças de segurança de Teerã. As informações, divulgadas por a imprensa iraniana e pelo IDF, indicam ações rápidas contra o IRGC, Basij e a Força Aeroespacial iraniana.
O porta-voz do IRGC, Ali Mohammad Naini, teria sido morto, assim como Esmail Ahmadi-Moghaddam, chefe de inteligência e deputado do Basij. Mehdi Ghorishi, comandante da Força Aeroespacial do IRGC, também foi alvo. O governo israelense descreveu Naini como principal propagandista do IRGC e Ahmadi-Moghaddam como pilar do Basij, com papel central na repressão a protestos.
Paralelamente, o IRGC informou que 12 membros do Basij foram mortos em um ataque em Tabriz, no leste do país, na véspera. As informações ocorreram enquanto Israel intensificava a campanha de ataques de precisão contra a rede de segurança iraniana. O episódio elevou tensões regionais, com o IRGC advertindo sobre possíveis ataques fora do Oriente Médio.
Expansão do confronto e resposta iraniana
O porta-voz militar iraniano, General Abolfazl Shekarchi, informou que locais públicos ao redor do mundo podem deixar de ser seguros para inimigos do regime. A declaração foi veiculada pela televisão estatal iraniana e reforça a percepção de retaliação do país.
Desde o início do conflito, observadores estimam que um terço dos ataques atingiu dirigentes e combatentes do IRGC e do Basij, em uma ofensiva de precisão para desmantelar a estrutura de segurança. O Basij atua como braço paramilitar de apoio ao IRGC, com atuação em escolas, universidades e órgãos do governo.
Casos de combate foram acompanhados pelo aumento de pontos de checagem em Teerã, com moradores relatando novas blitzes e revistas de veículos e documentos. O Basij busca ampliar o controle durante o conflito, segundo relatos de moradores e veículos de imprensa.
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