Donald Trump comparou os ataques dos EUA ao Irã a Pearl Harbor durante reunião com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, em Washington, na quinta-feira. O forlângulo da fala ocorreu no Salão Oval, em meio a defesa da ação dos EUA contra Teerã, em contexto de tensão regional.
Segundo relatos, o presidente questionou a ausência de avisos sobre o que viria a seguir, sugerindo que o Japão saberia sobre surpresas, em referência a estratégias de surpresa na história militar. A troca ocorreu enquanto Trump defendia a continuidade da pressão sobre o Irã.
A conversa provocou repercussão inicial entre assessores próximos, com avaliações mistas sobre o tom e o conteúdo da comparação histórica. Observadores destacaram que a comparação remete a um marco de 1941 que levou os EUA à Segunda Guerra Mundial.
Repercussões em Tóquio
A reação pública em Tóquio foi mista na sexta-feira. Parte das pessoas avaliou o comentário como inadequado, enquanto outra parcela considerou a fala apenas um tom de humor no contexto da conversa entre líderes.
Um engenheiro de 33 anos disse que a premiê ficou numa posição desconfortável, elogiando a atuação de Takaichi em evitar desagradar o presidente. Já um aposentado avaliou que a referência histórica gera desconforto entre cidadãos japoneses.
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