Os líderes da União Europeia pediram medidas temporárias para amenizar o impacto do aumento dos preços da energia, causado pela guerra no Oriente Médio. Propõem cortes nos impostos sobre a eletricidade, redução de taxas de rede e apoio estatal como soluções rápidas.
O que ocorre envolve uma dependência energética elevada da Europa e a suspensão parcial do Estreito de Ormuz, rota que normalmente conduz cerca de 20% dos combustíveis globais de petróleo e gás natural liquefeito. A situação eleva a volatilidade dos preços.
Segundo a cúpula de Bruxelas, a Comissão Europeia deve atuar em parceria com os estados-membros para desenhar medidas específicas e direcionadas. A iniciativa visa mitigar reajustes em combustíveis importados e na eletricidade.
O contexto envolve ataques iranianos a instalações de energia no Catar e na Arábia Saudita, além do aumento de preço do petróleo Brent após o escalonamento do conflito com o Irã. A energia na Europa reagiu com queda de oferta e elevação de custos.
Em longo prazo, a UE busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis por meio da produção local de energia de baixo carbono, visando estabilizar preços diante de choques globais.
Alguns países-membros questionam a capacidade do bloco, com 27 Estados, de compensar variações de preço originadas pela interrupção de mercados internacionais. A posição foi apresentada durante a reunião em Bruxelas.
Entre na conversa da comunidade