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Políticas antidrogas dos EUA sob Reagan e Trump miram a América Latina

Políticas antidrogas dos EUA desde Nixon miram a América Latina, com sanções, ações diplomáticas e impactos regionais de Brasil a vizinhos

Soldados ocupam fazenda do criminoso Pablo Escobar, em 1989: na entrada, réplica de avião usado para levar drogas aos EUA (Eric VANDEVILLE/Gamma-Rapho/Getty Images)
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Nos últimos anos, a guerra contra as drogas nos Estados Unidos voltou a ganhar contornos de segurança nacional, com políticas que miram a América Latina. O tema envolve décadas de ações que cruzam presidências e governos, sempre sob a justificativa de reduzir o tráfico e proteger o território americano.

A discussão compreende desde medidas adotadas na gestão de Richard Nixon, no final dos anos 60, até ações mais recentes sob Donald Trump. Históricos de décadas passadas mostram uma continuidade de estratégias que também impactaram governos na região.

Em 1986, o governo Reagan começou a certificar países pelo desempenho no combate ao narcotráfico, inclusive cassando vistos de presidentes. A prática passou a fazer parte da diplomacia antidrogas, com consequências políticas para países parceiros.

Do passado ao presente

Especialistas destacam que a retroalimentação entre políticas americanas e ações regionais marcou períodos como a relação com a Colômbia na década de 1980, quando autoridades estaduais e federais atuaram em conjunto contra cartéis. A pressão diplomática tinha peso.

No caso da Colômbia, a cooperação com Washington evoluiu para um combate que envolveu acusações de financiamento de campanhas e sanções de vistos, ainda que reconheça diferentes conjunturas políticas locais.

Atualidade e novos atores

No governo de Donald Trump, cartéis mexicanos, como Jalisco Nova Geração e Sinaloa, passaram a ser classificados como narcoterroristas, com desdobramentos de intervenção regional. O Tren de Aragua, grupo venezuelano, também figura como alvo das autoridades americanas.

Informações de fontes na Abin indicam atuação ampliada de criminosos mexicanos no Brasil, especialmente pela fronteira com o Paraguai. Simultaneamente, o Tren de Aragua mantém presença no Norte e Sul do Brasil, com cooperação armamentista e fluxos de armas.

Lideranças e incentivos

Entre os nomes cotados, Hector Rusthenford Guerrero Flores, o Niño Guerrero, é descrito como líder do Tren de Aragua, com ações há mais de duas décadas. O Departamento de Tesouro dos EUA oferece recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre ele.

Outros aliados citados incluem Johan Petrica, responsável por atividades de mineração ilegal e abastecimento de armas, e Giovanni Vicente Mosquera Serrano, listado entre os procurados pelo FBI por diversas acusações.

Dados recentes

Relatório dos EUA aponta apreensões de fentanyl superiores a 5 milhões de comprimidos em 2026 e quase 700 mil comprimidos de metanfetamina. As cifras demonstram que a guerra às drogas permanece ativa e sem perspectivas de encerramento imediato.

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