O Irã lançou nesta quarta-feira uma ofensiva contra uma usina de energia em Israel, enquanto o Hezbollah bombardava o território israelense a partir do Líbano. Mísseis atingiram áreas abertas em Haifa, a maior cidade do norte do país. As autoridades não confirmaram feridos com o ataque iraniano.
O premiê Benjamin Netanyahu afirmou que a ameaça de invasão ao norte de Israel não existe mais e que o exército amplia a presença no sul do Líbano para evitar ataques de mísseis contra a região. As informações foram divulgadas pelo governo israelense.
Em operações no terreno, forças israelenses apresentaram imagens de postos de combustível usados pelo Hezbollah e prenderam, no sul do Líbano, o comandante de uma célula terrorista ligada ao grupo, citado como participante de ataques contra as forças de defesa de Israel.
Reforço de contingente e estratégia
O governo de Israel autorizou a convocação de mais soldados da reserva para reforçar as operações. O número de reservistas pode subir de 280 mil para até 400 mil, conforme anunciado pelo exército.
Netanyahu ordenou a intensificação dos ataques contra a indústria de armas do Irã, mantendo a guerra em aberto apesar de negociações de cessar-fogo. O país informou que o Irã voltou a realizar ataques na região nesta quarta-feira.
Um míssil balístico teria atingido a proximidade de uma das grandes usinas de energia de Israel; autoridades afirmaram que o alvo foi errôneo e não houve feridos. Em imagens, poderiam ser vistos lançamentos iranianos em direção a um porta-aviões americano.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln está na região desde janeiro e, até o momento, o governo dos Estados Unidos não confirmou o ataque ou qualquer envolvimento direto. O comando da Marinha dos EUA não respondeu a pedidos de comentário.
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