O Irã afirmou que seguirá cobrando uma taxa pela passagem segura pelo Estreito de Ormuz, local estratégico que costuma responder por cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A declaração veio após o estreito sofrer forte queda de tráfego desde o início do conflito há três semanas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse que medidas prioritárias já estão em vigor para a passagem em meio à guerra imposta ao país.
Baghaei explicou que outras nações não envolvidas no conflito podem atravessar o estreito, desde que haja coordenação prévia com autoridades iranianas para garantir a segurança da passagem. Em paralelo, o Ministério divulgou uma carta ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização Marítima Internacional autorizando navios não hostis a transitar mediante coordenação com Teerã.
A rota é lembrada como uma via vital para o petróleo; o tráfego pelo estreito caiu significativamente desde o início do confronto. Fontes da Reuters indicaram que Teerã já tem discutido possibilidade de permitir a passagem de algumas embarcações mediante pagamento de taxas, com relatos da Lloyd’s List Intelligence de valores que teriam chegado a milhões de dólares, não verificados de forma independente pela CNN.
Segundo Baghaei, os Estados Unidos já utilizam o dólar como ferramenta de pressão econômica, impondo sanções a países e pressionando estados ao redor do mundo, prática mencionada pelo porta-voz ao falar com a India Today. Em seguida, o chefe da ADNOC, Sultan Ahmed Al Jaber, havia dito que o fechamento do estreito configurava um terrorismo econômico contra todas as nações.
Impactos e desdobramentos
Em meio ao impasse, a passagem segura continua dependente de coordenação com autoridades iranianas, sobretudo para embarcações que não estejam envolvidas no conflito. A ideia de cobrança de pedágio aparece como parte do controle da via, de acordo com as informações disponíveis. Pequenas mudanças no fluxo podem impactar a oferta global de petróleo nos próximos meses.
Especialistas apontam que a situação mantém incerteza sobre tarifas cobradas e sobre quem poderia transitar. A ONU e a comunidade marítima monitoram o desenrolar dos fatos e aguardam desdobramentos oficiais do Irã. A situação no Estreito de Ormuz permanece sujeita a alterações conforme a evolução do conflito regional.
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