Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, volta a um tribunal federal em Nova York nesta quarta-feira, 26 de março de 2026, para dar continuidade ao julgamento em que é acusado de narcoterrorismo, entre outras imputações. A defesa sustenta inocência; a acusação busca provar a ligação entre tráfico de drogas e ações consideradas terroristas pelos EUA.
A denúncia baseia-se em uma lei de 2006 que visa combater o narcoterrorismo, com histórico limitado de condenações. Desde a criação da norma, 83 pessoas foram processadas; 31 admitiram culpa, 8 aguardam julgamento, e dezenas não estão sob custódia. As informações são da agência Reuters.
Histórico do caso aponta dificuldades para a acusação convencer o júri. Em apenas 4 julgamentos houve condenações, e em dois casos as decisões foram anuladas por irregularidades na credibilidade de testemunhas. O cenário reforça o desafio de provar conhecimento do réu sobre a relação entre tráfico e terrorismo.
Até o momento, promotores não divulgaram quem deve depor contra Maduro. Um ex-general, também acusado no mesmo processo, disse estar disposto a colaborar, afirmando ver uma base para as acusações, sem detalhar evidências.
Segundo a denúncia, Maduro liderou uma conspiração com membros de seu governo para facilitar o transporte de cocaína na Venezuela, com colaboração de traficantes, incluindo as Farc. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram classificadas como organização terrorista pelo governo norte-americano entre 1997 e 2021.
Maduro e demais acusados negam irregularidades, alegando motivação política por parte dos EUA. Além do narcoterrorismo, o ex-presidente responde a três outras acusações, entre elas conspiração para importação de cocaína. A pena mínima prevista para narcoterrorismo é de 20 anos, podendo chegar à prisão perpétua.
Contexto do caso
- A audiência ocorre em Nova York, sob a jurisdição de tribunal federal.
- A lei de narcoterrorismo utilizada é antiga, com aplicação recente em julgamentos de alto perfil.
- O desfecho do processo depende de provas que demonstrem a relação entre tráfico e terrorismo.
Perspectivas legais
- Procuradores buscam consolidar evidências de participação de Maduro no esquema.
- Defensores enfatizam fragilidades probatórias e possíveis prejuízos processuais.
- O resultado pode influenciar casos futuros envolvendo narcoterrorismo nos EUA.
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