O crime e a violência lideram as preocupações globais, com 33% dos entrevistados apontando-os como o principal problema de seus países. Em seguida aparecem desemprego, inflação e pobreza/desigualdade social, cada um com 29%. A corrupção ocupa 28%, segundo o relatório What Worries the World? da Ipsos.
A pesquisa é realizada mensalmente em 30 países, com cerca de 20 mil adultos. O levantamento deste mês ocorreu entre 20 de fevereiro e 6 de março, mas o estudo alerta que o conflito no Irã, iniciado em 28 de fevereiro, pode ter impactado as percepções.
Em termos regionais, 60% dos argentinos veem o país indo na direção errada. No México, 64% compartilham dessa percepção; no Brasil, 65% também avaliam o caminho como inadequado. No Peru, o índice é ainda mais elevado, chegando a 87%.
Preocupação com a violência
A violência segue como principal problema em oito países, sem variação em relação ao mês anterior. Países com maior preocupação: Peru (64%), México (61%) e Chile (59%). No Brasil, 48% apontam a violência como principal preocupação.
A Colômbia caiu de posição entre as maiores preocupações com violência, recuando 6 pontos percentuais para 37%. Em escala global, Israel passou a identificar a violência como a principal preocupação de 45% dos entrevistados, alta de 5 pontos.
Argentina e desemprego
Entre os temas, o desemprego é especialmente relevante na Argentina, onde 60% veem o tema como problema. A taxa de desemprego oficial no primeiro trimestre de 2025 ficou em 7,5%, segundo o Indec, com alta frente ao trimestre anterior.
A pobreza e a desigualdade concentram 44% das preocupações na Argentina, ficando atrás apenas da Indonésia. A educação aparece como preocupação em 30% dos argentinos, a mais alta entre os países pesquisados.
Inflação na região
A inflação também preocupa a Argentina, com 36% dos entrevistados citando o tema. O IPC argentino registrou alta de 33,1% em fevereiro ante o mesmo período de 2024, segundo o Indec.
Outros países latino-americanos com relevância nessa pauta são o México (29%), Brasil e Chile (22%), Colômbia (19%) e Peru (15%). O Citi aponta divergência de trajetórias entre inflação e juros na região até 2026, com avanços para o Brasil.
Corrupção regional
A corrupção permanece relevante em 2024, com destaque para Peru (54%), Brasil (42%) e Colômbia (37%) entre as nações latino-americanas. Nacionalmente, a corrupção envolve áreas de infraestrutura e compras públicas, segundo a UNSOP. O tema é citado por autoridades como fator de risco para resultados de alto impacto.
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