O Ministério da Administração Nacional da Aviação (Portugal) pediu esclarecimentos à embaixada dos EUA em Lisboa sobre o uso do MQ-9A Reaper no país. A solicitação envolve, principalmente, a licença dos pilotos que operarão os drones e a área designada para eventual abandono (ditch) em caso de emergência.
A aeronave MQ-9A Reaper, desenvolvida pela General Atomics Aeronautical, é descrita como o maior e mais poderoso avião de combate não tripulado em operação. Ela combina capacidades de reconhecimento com ataques, utilizando mísseis Hellfire e bombas guiadas.
Sobre o MQ-9A Reaper
O Reaper é classificado como MALE (*Medium Altitude, Long Endurance*), com autonomia superior a 27 horas e alcance de altitudes de até 15.240 metros. Mede cerca de 11 metros de comprimento, com envergadura de até 24 metros e capacidade de carga externa de 1.361 kg.
Operação e uso
A aeronave não é autônoma; é controlada por pilotos a partir de bases terrestres, podendo também operar por satélite. Em termos de distribuição global, os fabricantes indicam que apenas cinco países adquiriram o MQ-9A: EUA, Reino Unido, Itália, França e Espanha, além de uso pela NASA.
Por que Portugal pediu esclarecimentos
A autoridade aeronáutica portuguesa solicita informações sobre as licenças dos pilotos que operariam os drones e sobre a área de uso para eventuais operações de emergência. As perguntas foram encaminhadas à embaixada dos EUA em Lisboa, buscando garantir conformidade com normas nacionais e de segurança.
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