O presidente Donald Trump disse que vai assinar uma ordem para pagar, de forma imediata, os agentes da TSA (Administração de Segurança de Transporte). A medida ocorre em meio a um impasse orçamentário no Congresso que paralisou aeroportos e afetou salários de trabalhadores.
A ideia é instruir a Secretaria de Segurança Interna a liberar recursos para a TSA, buscando reduzir as filas que têm alcançado mais de cinco horas. A Casa Branca avalia, ainda, a possibilidade de declarar emergência nacional para viabilizar o pagamento.
Enquanto o Congresso busca um acordo, democratas resistem a financiar o Departamento de Segurança Interna sem alterações nas políticas de imigração. Senadores discutem propostas e avaliam fontes alternativas de recurso para manter as operações.
A senadora Susan Collins, republicana do Maine, afirmou que existem fontes legais para financiar a TSA e a Guarda Costeira sem necessidade de estado de emergência. A paralisação chega a 41 dias e tem gerado atrasos, salários atrasados e risco de fechamento de aeroportos.
Em várias bases, o absenteísmo da TSA ultrapassa 40%. Quase 500 dos cerca de 50 mil agentes já pediram demissão desde o início da paralisação. Na última quarta, mais de 11% dos trabalhadores escalados faltaram, conforme o DHS.
O atraso no pagamento já levou a anúncios de possível segundo dia sem pagamento nesta sexta-feira, ampliando incertezas entre passageiros e empresas aéreas. O quadro atual também impacta operações de fiscalização e segurança dos voos.
Aerosportos reportam filas longas e redução de pessoal durante o turno. Funcionários da TSA seguem negociando condições de trabalho, salários e cronogramas, com a expectativa de normalização conforme o desfecho do impasse.
Caso não haja acordo, a Administração e o Congresso devem enfrentar novas rodadas de discussão sobre financiamento, orçamento e políticas de imigração, com impactos diretos na operação dos aeroportos e no serviço aos passageiros.
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