A atriz alemã Collien Fernandes denunciou violência sexual digital após descobrir que vídeos pornográficos deepfake com sua imagem eram compartilhados nas redes sociais. A queixa atualizou o caso que já envolvia perfis falsos e assédio online. O registro foi feito em Berlim, em novembro de 2024, contra indivíduos desconhecidos.
Fernandes relatou à Der Spiegel que, no Natal, o ex-marido, Christian Ulmen, confessou ser o responsável pelos perfis falsos. A declaração a levou a entender que o agressor era a pessoa mais próxima, ampliando o escopo do crime e o impacto sobre a vida pessoal e profissional.
Em dezembro de 2025, a apresentadora formalizou outra queixa contra Ulmen, desta vez em Palma de Mallorca, onde o casal residia na época, já divorciado. Fernandes tornou o caso público na Alemanha para ampliar o debate sobre violência digital.
Governo reage e prepara lei
A repercussão motivou manifestações em Berlim no fim de março, com milhares de pessoas contra violência digital sexualizada. No dia 23, cerca de 250 mulheres famosas apoiaram uma petição com dez demandas ao governo.
Na edição de 20 de março, o Ministério da Justiça informou que apresentará um projeto para fechar lacunas no código penal e punir a criação de deepfakes pornográficos. A proposta prioriza responsabilizar criadores e disseminadores.
O governo destacou que a violência digital afeta principalmente mulheres e que os agressores costumam ser homens. O apoio público incluiu partidos de oposição e movimentos feministas, ampliando o foco institucional.
Casal de celebridades
Fernandes, 44, e Ulmen, 50, ganharam destaque na mídia alemã como casal de apresentadores e atores. O relacionamento terminou há cerca de três anos, com moradia em Palma de Mallorca. Ulmen ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações, segundo relatos.
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