O governo dos Estados Unidos reabriu formalmente a sua embaixada em Caracas, marcando o que o Departamento de Estado chamou de “novo capítulo” nas relações com a Venezuela. A retomada ocorreu na segunda-feira, 30, após sete anos de interrupção diplomática.
A decisão acontece menos de três meses após a captura de Nicolás Maduro em uma operação em Caracas, segundo relatos. O governo americano negocia com o regime interino liderado por Delcy Rodríguez, incluindo um acordo que permite venda de petróleo venezuelano aos EUA e concedeu isenções de sanções para incentivar investimentos.
O Departamento de Estado informou que a retomada abre caminho para restabelecer relações formais e reforçar a presença americana na Venezuela. A embaixadora Laura Dogu foi designada para liderar o engajamento com o governo interino, sociedade civil e setor privado.
Contexto e desdobramentos
Em março, Washington e Caracas anunciaram a decisão de restabelecer relações diplomáticas, rompidas em 2019 quando a gestão anterior não reconheceu Maduro como líder legítimo. A estratégia inclui recuperar a influência americana na região e facilitar acesso a recursos energéticos.
A equipe de Dogu trabalha para reformar o prédio da embaixada e retomar serviços consulares, além de manter alertas sobre segurança. O Departamento de Estado destacou que a retomada é parte de um plano de etapas para estabilizar a Venezuela e criar condições para uma transição política, sem detalhar prazos.
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